domingo, 18 de dezembro de 2011
Lenga nº 18122011
na rua do marquês, número dozentos e meio,
surge um questionário, livro aberto carcomido,
que multiplica
um vezes um, vezes um, vezes um, vezes um,
vezes um, vezes um, vezes um, vezes um, vezes
um, vezes um, vezes um, vezes um, vezes um,
vezes um, vezes um, vezes um, vezes um, vezes
um.
_dá trezentos e pouco.
_ é, eu sei.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Lenga nº 51 - reza
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
just do it
alarga e cresce, represente, obedeça
seja seje invente nasça
padeça
pereça
Olhe cante tombe mate ouvide
esqueça
Olhe cante tombe mate ouvide
esqueça, teça
Leia, pare, conte comigo
um dois três às terças
Sonhe solidifique o chão
da tua cabeça
bata o prego, pregue zeus
odin madre tereza
bata o prego pregue deus
babá cain cerveja
bata palma o pé a porta
bata palma o pé a porta
bata palma o pé a porta
bata palma o pé a porta
aporta
entenda
entenda o estático
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Lenga 78 - reminisco
descarna o peito um verbo, era teu pretérito
jogado ao meu, peito ateu (_____)
pent-a-teu-co sujo
,pentátlo moderno:
-lavar... moer... estressar... digerir...foder-
quem era TU monstro amargo amigo santo?
era eu
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Lenga nº 2222 - grito mínimo
abro o peito, a árvore e grito:
Pois que sim, sou seu senhor!
retorno feito coca um litro:
Pois que sim, sou desertor!
E alguém lhe diga, a mim:
_Ó moço, se esqueça
a poesia a pena tem
_de mim?
_E de quem mais não?
-saiba-
Na mão do tempo, sou areia
que a ampulheta desistiu de contar
Abro o parênteses, choro e canto:
Pois que sim, sou gozador
tem pena d'eu, poesia
Que algum verso é teu pra variar.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Lenga nº -1 - Fragmento ancião
Onde tem a hora
Senhora
Contém todo antes agora
Sonora
Contente servente que chora
Gangórra
Que o dia de hoje
amanhã lhe faz jus
no ontem, a cor da
luz
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Lenga nº 030789 - Desejoso comentado
Comendo o taco do chão (...)
Ao molho(...) dos pés dos passantes
Do ninguém do meu quarto
Um nome a ouvir (silêncio)
Quando (,) se quer pela noite
Uma voz (,) a se esperar
Entre a net (dot) e a rede de dormir
Iria eu (?) , pregueçoso esperar ela falar (?)
Naaa
(anagrama desnecessário)
Desejo
Auspicioso
Nítido,
(pausa dramática)
Intensamente
(aliteração chula)
Entendido da sua
Lonjura
domingo, 23 de outubro de 2011
Carta-conselho a um amigo, por dez real
Entendo a questão do tempo e de não haver nada além de calor e distância nesta sua cidade. É de se perder no horizonte reto, sem nada que lhe faça lembrar um morro ou inclinação, para cima ou para baixo.
Assim, as metáforas da vida são menos simples, aí onde está.
E nesse tempo idiota que te lembra umas lágrimas e alguém que era só temporada, um samba de cortar o coração do da viola começará no seu player interno, mas engole seco e afarinhado o desejo dessa peleja, de não querer a volta e de crescer, emburrado e intenso, nesse plano no meio das coisas. O tempo, que às vezes para no ponteiro do segundo do escritório. O tempo que corre de canelas ensebadas na primeira diversão da semana. E tudo que às vezes é melhor esperar pulando de alegria. A frieza que se aprende se mantendo sentado. Todos os momento e minutos corridos ou arrastados, amaciados no primeiro copo de cerveja que lhe é servido. Preferivelmente, somente de segunda à segunda.
Não queira aí uma sala de espera.
Se alimente de si na distância que percorre, tempere as coisas com molho inglês e paciência britânica. Nunca foi de alarde, não é mesmo? Entenda a filosofia dos poucos que te acompanharem e converse com os mais velhos nos botecos. Não deixe passar do ponto os ônibus e aquelas pessoas que você pode se ater enquanto estiver por aí. Do menor, ao maior, da aventura com a vizinha, à paixonites de um nova pequena qualquer. Nenhum sentimento é menor, se a gente é maior. Mesmo estando longe, você daí mesmo, é só cuspir no chão, não pedir um cigarro e pensar na mãe terra. É ser sempre confiante, sempre receptivo, olhar sempre em frente e os decotes das que passam. É comer uma dieta leve, ir sempre ao médico, não cometer excessos. É internar as dores no asilo, ler a filosofia alemã e estampar no peito a bandeira de algum partido. É viver sem reclamar das coisas e ter a atitude de um vencedor de fórmula um multimegamaster milionário.
Mentira.
Não existem fórmulas. Existe a pancada de um bastão de concreto na cara, que é chamado experiência. Até lá, vamos formulando fórmulas, eu aqui barato e inerte, você aí, só e só.
Por enquanto, só enquanto. Deixo amanhã pra ontem. O agora é pra ser sentido feito uma faca desnecessária na barriga. Sem escolha.
Por enquanto, só enquanto, dividimos bobagens, Noel Rosa, umas dorezinhas de cabeça e uma cerveja imaginária nos inícios de noite. Torcemos um pelo outro, as roupas pra estender no varal e os pescoços de quem merece. Cremos nas coisas que nos ajudarão e esperamos nos encontrar em breve num meio-fio qualquer, de Minas ou de Marte.
Só lhe desejo boa sorte, roupas secas e achar dinheiro nos bolsos de vez em sempre.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Lenga-enga-enga nº 29 _ ecos vozes vultos de uma suja
_(DES)perto-a-dor é, não de passagem a ti. Sabe ,(pequena suja), O chocolate nunca vai acabar... Deseje para si o sab(hor)ror do jiló.
*Saindo de seu casulo multicolorido, exclama da boca nascente*_Mas... Como posso querer jiló?, *lambendo os dedos amarronzados de carbono e chuchu*, disse sábia(mante) *trazendo o gosto ao ventre*.
Assim, permitiu-me regurgitar_Não há essa diferença, o ar traz o mesmo gosto deste teu chocolate. Gosto de morfina. Da morfina deste Tempo.
Assim ela saboreou a eternidade, desligando-se das palavras.
Saboreei voyer a dor. A dor concreta entre os dentes. Dentes da outra.
De quem nunca se deixará chegar aa boca o gosto do sangue.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Lenga nº 121320 - hidroclorídio
Pintar as flores e os amores
com sangue e tripas
dos vencedores.
Cavar os rios, petróleo, ouro
O pó perfeito
construído
Cantar as dores e os sabores
com riso e dentes
dos vencedores
A correnteza, mar, areia
O sal no rio
emudecendo
Partindo em punho
cerrado a alegria
alheia a todo
mal imposto
O perdedor graceja
Seu fim, saída
com sangue e tripas
dos vencedores.
Cavar os rios, petróleo, ouro
O pó perfeito
construído
Cantar as dores e os sabores
com riso e dentes
dos vencedores
A correnteza, mar, areia
O sal no rio
emudecendo
Partindo em punho
cerrado a alegria
alheia a todo
mal imposto
O perdedor graceja
Seu fim, saída
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